Gestão da Sustentabilidade

Na década de 90, associada a uma nova dimensão de desenvolvimento sustentável, o 5º programa de ação comunitário em matéria de ambiente abre a possibilidade para mecanismos voluntários para as organizações, nomeadamente ecogestão e auditoria (EMAS), e para os produtos, o rótulo ecológico.

Com o surgimento na ISO da série de gestão ambiental ISO 14000 ganha dinâmica de foram alargados a aplicação e certificação dos sistemas de gestão ambiental (ISO 14001:1996), por vezes conjugada com os sistemas de gestão de qualidade (ISO 9001). Progressivamente, com decorrer dos anos, desenvolve-se o âmbito, integrando o ciclo de vida e consideração do desempenho ambiental e até aparecendo novos sistemas para aspetos sociais, económicos e efetivando a procura da sustentabilidade.

Sistemas de gestão ambiental e de sustentabilidade

A necessidade de assegurar o cumprimento dos requisitos legais ambientais crescentes, bem como outros e até procura de desempenho ambiental mais elevado (carbono e outros), leva a adotar modos de gestão ambiental para as organizações, obras e ambientes construídos, que podem ir desde os planos de gestão ambiental até sistemas de gestão ambiental informais a formais (documentados) e certificáveis como ISO 14001, assegurando processos de melhorias contínuas.

Da avaliação ambiental do ciclo de vida à rotulagem ecológica

Nos produtos e serviços para assegurar o seu desempenho ambiental dispõe-se de várias abordagens, desde logo a avaliação ambiental de ciclo de vida (ACV), até a sistemas de rotulagem dos negócios para os negócios (B-B) com informação técnica como a declarações ambientais de produtos (DAP) e até à rotulagem das atividades empresarias para os consumidores (B-C), como o rótulo Ecológico da União Europeia (REUE) é um sistema voluntário de rotulagem que certifica produtos e serviços com elevado desempenho ambiental ao longo do seu ciclo de vida.

Produtos e materiais de origem responsável

A procura de serviços e produtos que integrem as questões ambientais e desempenho tem vindo a aumentar, podendo por vezes ser ajustada se não se consegue adotar produtos já certificados ambientalmente para a solução em questão, considerar critérios, como o Lidera (P12), para integrar a origem responsável e assegurar um equilíbrio de desempenho ambiental, social e económico.